[Antigomobilismo] Clássicos Brasil 2016 reúne relíquias do antigomobilismo Nacional em São Paulo!

Premiado em 2015 na categoria Geração Disco (entre 1974 e 1982): Envemo Super 90 (1981) – Fernando Hormain

São Paulo, 21 de janeiro de 2016 – Realizada pela ZR Soluções Automotivas, RRBB Propaganda e Marketing e DTS Promoções e Eventos, o 2º Clássicos Brasil acontece de 23 a 25 de janeiro de 2016, no feriado de aniversário de São Paulo (462 anos), no Clube Hípico de Santo Amaro.  “Nosso foco é colocar em um mesmo local diversos modelos, xodós de seus colecionadores, e preservar a cultura do automóvel nacional”, afirma José Ricardo de Oliveira, da ZR Soluções Automobilísticas, empresa que está no mercado há 25 anos, com soluções automotivas e eventos no segmento por todo o Brasil.

Em sua 2ª edição, o maior evento de carros clássicos nacionais do Brasil reúne relíquias como Romi Isetta, DKW Universal, VW Kombi Standard, VW Monarca, Esporte Brasília, Fusca 1200 Pé de Boi, Opala 3800, Shark, Galaxie 500, Karmann Ghia Coupé, Ford Corcel GT, Alfa Romeo JK, VW Variant, Galaxie LTD Landau, Dodge Charger R/T, Ford F 75, Maverick Coupé V8, Maverick Sedan V8, Chevrolet Chevette, VW Brasilia, Dodge Dart, Envemo Super 90, Escort L, entre outros. Nesta edição contará também com 20 motos Honda, caminhões antigos e a ilustre presença de Wilson Fittipaldi Junior em sessões de autógrafo durante o evento.

Entre os destaques estão:

O primeiro carro de Fórmula 1, Fittipadi FD 01, produzido no Brasil há 40 anos da equipe Fittipaldi. Emerson Fittipaldi e Wilson Fittipaldi Jr. realizaram um sonho de construir o primeiro e único carro de Fórmula 1 brasileiro. Estreou em 1975 no GP da Argentina.

Opala – campeão da primeira temporada da Stock Car em 1979. A categoria foi lançada com o total apoio e incentivo da General Motors do Brasil. O piloto Paulo Gomes (hoje presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo) foi campeão da primeira temporada com este carro. A primeira corrida foi em 22 de abril, no Autódromo de Tarumã/RS, e contou com a presença de 19 carros, todos do modelo Opala com motores de seis cilindros de 4 100 cm3.

DKW Universal 1956 – um dos primeiros carros a serem produzidos após aprovação da lei de incentivo fiscal para carros com produção totalmente nacional.

Gurgel Itaipu E400 1974 – desenvolvido pela Gurgel, o modelo prioriza o baixo consumo e pouca emissão de poluentes no ar. O nome é alusivo a Hidrelétrica de Itaipu.

Bino Mark I 1966 – recriação fiel do modelo que correu na década de 60 e foi vencedor de várias corridas. O modelo semelhante sofreu um grande acidente numa competição no Rio de Janeiro na década de 60 e ficou destruído.

Fúria Alfa 1970 – criado por Toni Bianco em 1970. O modelo se enquadrava na categoria Protótipos e, depois, Divisão 4. Apenas cinco exemplares foram construídos artesanalmente numa oficina em São Paulo. Sua carreira nas pistas durou até 1973, com vitórias sobre famosos bólidos da época, como o Bino de Luiz Pereira Bueno e a Carretera 18 de Camillo Christófaro.

Desenvolvido e produzido pela lendária concessionária Ford Souza Ramos, o Maverick perua 1976 teve somente 100 unidades produzidas.

Malzoni 1966 – carro produzido por Rino Malzoni entre 1964 e 1966, o modelo usava chassis e mecânica DKW com carroceria de fibra de vidro. Foi um carro extremante rápido nos autódromos brasileiros. Estima-se que foram produzidos 35 unidades.

Premiação

Os automóveis expostos, cerca de 120 carros, serão avaliados e premiados os mais originais de cada época. A avaliação será de acordo com a orientação da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), em que serão consideradas, principalmente, originalidade e importância histórica. “Queremos que este prêmio tenha reconhecimento e carregue com ele a qualidade e importância do nosso evento e que seja o reconhecimento ao expositor”, diz Oliveira.

Os carros serão classificados dentro de uma das cinco categorias, divididas por períodos: categoria JK (veículos fabricados até 1960), Tropicalismo (entre 1961 e 1966), Milagre Brasileiro (entre 1967 e 1973), Geração Disco (entre 1974 e 1982) e Nova República (entre 1983 e 1992).

A categoria JK retrata a infância da indústria automobilística brasileira, com os primeiros modelos fabricados por aqui, ainda com algumas (ou muitas) peças importadas e similares aos modelos de origem das matrizes das fábricas.

Com o desenvolvimento da indústria brasileira entre 1961 e 1966, os veículos passaram a ter alto índice de nacionalização (mais de 90%) e isso incrementou a indústria de autopeças nacional. Projetos, alterações e modelos brasileiros, exclusivos surgiram, consolidando o parque industrial do Brasil. Neste contexto serão julgados os automóveis inscritos na categoria Tropicalismo.

Entre 1967 e 1973 – que refere-se a categoria Milagre Brasileiro – aconteceu um grande desenvolvimento, devido a diversos investimentos das fábricas, fortalecendo ainda mais nossa indústria. Isso durou até a crise mundial do petróleo, no ano de 1973.

A categoria Geração Disco, dois fatores importantes marcaram esta época: o lançamento de uma nova geração de carros médios, menores e mais econômicos – uma forma encontrada para sobreviverem a crise do petróleo – e o fechamento do mercado para importações de automóveis a partir de 1975. Isso mudou todo o cenário de produtos e do mercado Brasileiro nessa década.

A última categoria, Nova República, engloba os veículos fabricados entre 1983 e 1992. Nesta época as grandes fábricas se globalizaram e surge o conceito do “Carro Mundial”, fabricado em diversos países e com componentes vindos de diversas fábricas, fornecedores e filiais de vários países. Isso até a abertura das importações pelo governo no início da década de 1990. Vale ressaltar que para efeito de premiação são considerados veículos com mais de 30 anos de fabricação.

O 2º Clássicos Brasil contará ainda com espaço para comercialização de automóveis antigos nacionais, espaço mulher, espaço kids, praça de alimentação e um bar central. Com a proposta de fazer o lançamento de um carro revitalizado por edição, a surpresa para 2016 promete deixar os amantes do carro antigo nacional ainda mais apaixonados. “Será surpresa, como foi com o Monarca 1954 ano passado. Posso adiantar que todos irão aprovar a escolha”, comenta o organizador.

O evento, referência no antigomobilismo, tem a chancela da FBVA e como embaixador Fábio de Cillo Pagotto. Além dos 120 clubes espalhados pelo Brasil, os números do segmento impressionam e mostram ainda 150 mil colecionadores por todo o país. “Nós, colecionadores, acreditamos muito na história do carro nacional. Todos, de alguma forma, temos alguma lembrança ou um laço com um carro. Certamente, quem tem mais de 30 anos tem uma história para contar. Então vamos para mais um evento que irá nos remeter a essa época”, destaca Oliveira.

Premiado em 2015 na categoria JK (veículos fabricados até 1960): VW Monarca – Alexandre Atie Murad

História do carro nacional

O primeiro veículo automotor montado no Brasil foi a Romi-Isetta, em 1956, cuja origem remonta de poucos anos antes, quando a empresa italiana Iso começou a produzir o microcarro Isetta. Esses pequenos veículos tiveram uma boa aceitação nos países em recuperação após a Segunda Guerra Mundial, porém a Isetta chegou tarde, sendo produzida de 1953 a 1956, na Itália. Foi quando começou a ser produzida no Brasil, pela empresa paulista Romi – por isso chama-se Romi-Isetta, ou Romiseta – e pela BMW alemã. Destaques ainda nos anos 50 e 60, os pioneiros foram: VW Sedan, VW Kombi, DKW, Simca, Aero-Willys e JK.

Poucos anos depois de os primeiros automóveis brasileiros começarem a sair das linhas de montagem, o espírito nacional teve início nas mentes de alguns dos executivos de então. Além de aumentar os índices de nacionalização dos veículos, que eram fabricados no Brasil, mas ainda tinham muitos componentes importados, algumas ideias relativas a adaptar os carros ao gosto dos brasileiros começaram a ser postas em prática. Foi ainda em 1962 que o primeiro automóvel ‘inteiramente concebido e construído no Brasil’ foi apresentado, o novo Aero-Willys 1963. Ainda em meados dos anos 60, os destaques eram: Ford Galaxie, DKW Fissore, Simca Jangada.

Os últimos anos da década de 60 foram muito empolgantes para a indústria automobilística brasileira. A incorporação da Willys pela Ford, da Simca pela Chrysler e da DKW-Vemag pela Volkskagen  prometia o início da evolução dos carros nacionais. A começar pela Volkswagen, que em 1967 tomou a atitude decisiva para a manutenção do sucesso de seus modelos: aumentou a potência dos motores, que passaram de 1.200 cm3 para 1.300 cm3 para o Sedan e 1.500 cm3 para a Kombi e o Karmann Ghia. Na transição dos anos 1960/1970 pode-se citar: Chevrolet Opala, Ford Corcel, Dodge Dart, Ford Maverick, Chevrolet Chevette.

Paralelo à evolução da indústria automobilística nacional, que se baseava nos modelos já existentes em outros mercados, algumas marcas genuínas brasileiras foram surgindo, resultado da inventividade e do talento de alguns projetistas nacionais. É o caso da Puma, que teve início em 1966 com o esportivo para competições Malzoni, com mecânica DKW, e que depois se tornou comercialmente viável com a marca Puma, a partir de 1967. De 1968 até os anos 80, o Puma brasileiro se tornou um enorme sucesso, com mecânica VW. E hoje é um clássico. Na transição dos anos 1960/1970, destaque para: Chevrolet Opala, Ford Corcel, Dodge Dart, Ford Maverick, Chevrolet Chevette.

No meio desse fogo cruzado chega a Fiat, em 1976, com o seu pequeno popular 147. Mesmo com uma grande dose de preconceito contra o carrinho compacto, que tinha ronco de ‘enceradeira’ e ainda não havia atingido um nível aceitável de qualidade (ou seria robustez?), o Fiat 147 fez a sua história e conquistou os brasileiros. Toda a linha da marca italiana no Brasil era derivada do 147, que usavam motores de 1.050, 1.300, 1.400, 1.500 e 1.600 cm3. Mesmo com a chegada do Fiat Uno, em 1984, o 147 ainda se manteve no mercado por um bom tempo. Hoje, os primeiros Fiat 147 também já são bastante disputados pelos colecionadores.

Clube Hípico de Santo Amaro

O local que abrigará o evento é outro convite para o passeio: Clube Hípico de Santo Amaro, que conserva edificações de uma antiga fazenda, onde prevalecem aspectos do Brasil colonial. Fundado em 1935 e localizado na zona sul de São Paulo, ocupa uma área de 330.000 m² de bosques e jardins no coração da capital paulista. O Clube está encravado em uma região da Mata Atlântica e seus bosques e jardins servem de moradia para diversas espécies de aves e pequenos animais silvestres. As estruturas originais da maior parte das edificações da Fazenda Itaquerê são preservadas. Toda a sua extensão é contornada pelo percurso de cross countryem uma trilha de 2.360 m, um aconchegante refúgio à vida urbana e onde se pode observar de perto maritacas, saguis e outros animais.

Programação

Dia 23 de janeiro

10h – Abertura para o público e feira de peças

16h – Sessão de autógrafos com Wilson Fittipaldi Junior

19h – Encerramento da exposição

Dia 24 de janeiro

11h – Lançamento de um clássico brasileiro produzido somente uma unidade para o Salão do Automóvel da década de 70

13h às 16h – Avaliação dos carros inscritos

16h – Sessão de autógrafos com Wilson Fittipaldi Junior

17h – Happy Hour – Bar Central

18h – Encerramento da Exposição

Dia 25 de janeiro

12h – Sessão de autógrafos com Wilson Fittipaldi Junior

14h – Cerimônia de premiação

18h – Encerramento da Exposição

 

SERVIÇO:

2º Clássicos Brasil

Data: 23 a 25 de janeiro de 2016

Horário: dia 23, das 10 às 19h | dias 24 e 25, das 11 às 18h

Local: Clube Hípico de Santo Amaro – Rua Visconde de Taunay, 508, Santo Amaro

Ingressos: R$ 25,00 | Meia entrada para idosos, estudantes com carteira para comprovação e crianças até 10 anos de idade | Pagamento em dinheiro ou cartão de débito/crédito

Capacidade: 10 mil pessoas

Vallet: R$ 25,00 | Capacidade: 500 veículos

Contato da Hípica: (11) 5694.0606 e 5694.0600

Inscrições, programação e informações: www.classicosbrasil.com.br

Colaboração: Luciana Omena




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